terça-feira, 27 de julho de 2010

Música de Formatura de 8ª série

Se eu perdesse a memória e, buscando em minhas coisas, encontrasse essa música gostaria de ficar sabendo que ela foi da minha formatura da 8ª série.


Como Nossos Pais

Elis Regina

Composição: Belchior

Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...

Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais..

terça-feira, 20 de julho de 2010

DIA DO AMIGO

Este beijo em tua fronte deponho!

Vou partir. E bem pode, quem parte,
francamente aqui vir confessar-te
que bastante razão tinhas, quando
comparaste meus dias a um sonho.
Se a esperança se vai, esvoaçando,
que me importa se é noite ou se é dia...
ente real ou visão fugidia?
De maneira qualquer fugiria.

O que vejo, o que sou e suponho
não é mais do que um sonho num sonho.


Fico em meio ao clamor, que se alteia
de uma praia, que a vaga tortura.
Minha mão grãos de areia segura
com bem força, que é de ouro essa areia.
São tão poucos! Mas, fogem-me, pelos
dedos, para a profunda água escura.
Os meus olhos se inundam de pranto.
Oh! meu Deus! E não posso retê-los,
se os aperto na mão, tanto e tanto?
Ah! meu Deus! E não posso salvar
um ao menos da fúria do mar?

O que vejo, o que sou e suponho
será apenas um sonho num sonho?


                             Edgar Allan Poe

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Olhar sustentador

Sustentar ideias sem sentido é o mesmo que alimentar-se sem ter estômago...

Pensando que vivemos sempre em ambientes relacionais em que estamos, frequentemente, analisando e sendo analisados (o tempo todo), qual o nosso conteúdo_ o ''nosso recheio''?

Conseguimos olhar para dentro de nós e achar algo? É bom ou é ruim?

Não importa, o que importa é que somos nós... e nós somos o melhor que podemos.

Se quisermos verdadeiramente mudar

NÓS PODEMOS...

Basta iniciar a viagem para dentro de nós mesmos...sem medo...com cautela...mas sem medo...

Ao olharmos pela primeira vez, veremos confusão, caos,etc... sentiremos medo, asco, uma sensação iminente de desabar, uma vontade de fugir...se não aguentarmos isso correremos...

Mas sempre é possível voltar...

Mexer nos sentimentos dói, mas é um dor necessária, como a do parto...

E lhes lembro que estamos eternamente grávidos de novas ideias, na maior parte das vezes, queremos 'parir' essas ideias com uma anestesia forte (se possível desacordados), sem dor e, nesse caso, o parto não é natural (não sentimos a dolorida 'parição') e o que nasce fica separado daquilo que significa...O sentimento que deveria estar atrelado à idèia não é sentido por nós, quando isso acontece muito frequentemente, cada pequeno 'vazio' vai se juntando em nós e criando um grande vazio existencial.

Para nos sustentarmos precisamos nos conhecer... Precisamos saber qual recheio de nossas ideias... Sentir...as dores e os Prazeres... porque nem tudo é ruim e podemos nos surpreender sempre...

Quando olhamos para nós, somos, então, capazes de VER o outro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sustentabilidade nas Relações

Sustenatabilidade é o tema do momento, mas será que estamos vivendo de forma sustentável?

Já pararam para pensar que a sustentabilidade começa com a sustentabilidade das relações?

Se não alimentamos uma amizade como amor, trocas de palavras (carta, bilhete, e-mail, recado no orkut, um 'Oi' no msn, etc) ela acaba esfriando e as coisas que antes eram comuns acabam se perdendo.

Se não alimentamos o nosso amor com carinho, paciência, risos, presentes simbólicos (desconfio que o comèrcio descobriu essa nossa necessidade há mutio tempo quando inventou os dias comemorativos como dia das Mães, dos Namorados, dos Pais, Natal, etc) para que mostremos o quanto a pessoa nos mobiliza e o quanto ela é importante para a gente.

É claro que não estou falando de materialismo, o presente simbòlico pode ser um bilhete, uma declaração verbal, um olhar mais demorado, pode ser o que sua imaginação mandar, mas preferecialmente com SIGNIFICADO e que não coaja o parceiro a fazer o mesmo que você.

E já que estamos falando do tipo de alimento que damos às nossas relações é importante voltar para o foco da sustentabilidade e lembrar que devemos, também, ser alimentados, portanto se SOMENTE você está alimentando relações é hora de pensar o que você está fazendo com sua VIDA.

Outro aspecto importante é: esse alimento deve ser renovável, portanto não adianta dar o melhor de você aos outros, nos casos em que se alimentam relações "Junk food" ou doentes, em que a outra pessoa não faz nada por si mesma e te explora emocionalmente, como se a doença dela fosse uma muleta para ela continuar vivendo às custas da sua depressão e do VAZIO que ela deixa em você.

E por fim Sustentabilidade nas relações, a priori, é pensar que há sempre alguém que se interessa por nós, por mais difícil que possa parecer nossa situação.

Lembre-se TUDO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA! então vamos fazer escolhas que valham a pena.

Sugestão de Filmes:
1. A Preciosa
2. A maior mãe do mundo
3. Quem quer ser um milionário?
4. O Jardim Secreto
5. Rat-at-oule
6. Coraline
7. O Fantástico destino de Amelie Polan
8. Kin fu Panda
9. Up altas aventuras

Sugestão de Livros:

1. Pollyana 1 e 2
2. O Morro dos ventos uivantes
3. A menina que roubava livros
4. Um gosto e seis vinténs

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ser sustentável é mais fácil do que pensamos

É possivel desenvolver, com baixo custo, Projetos de Sustentabilidade nas áreas de:


  • Cidadania - Ex. Organização de documentos
  • Cultura - Ex. Projeto biblioteca interna, concursos, etc
  • Economia: Exemplo: Geração de renda
  • Educação - Ex. Projeto de Aprendizagem
  • Emergencial - Distribuição, à instituições, de comida, agasalhos, etc
  • Saúde - Ex. Projeto Qualidade de Vida

Entre outros.

Sempre de acordo com a necessidade de sua empresa e visando, não só os colaboradores da empresa, mas também os clientes.

Marque uma visita: (11) 4636 - 1138.

O tempo

Acabo de descobrir que já fez um ano desde minha última postagem e me surpreendi enormemente com essa constatação.
Sei que nossa noção de passagem do tempo é muito influenciada pela nossa rotina, mas não tinha ideia do quanto estamos presos à uma dinâmica que não nos permite ver (ou viver) nossa própria rotina pessoal já que esta está ligada às outras rotina de trabalho, religiosas, etc.
Desde que escrevi o último tópico, estudei muito a questão do envelhecimento, mas não mudei meus pontos de vista: Continuo querendo saber quem é o idoso de hoje?
Meu foco ultimamente está na questão da Sustentabilidade, é claro que é um foco em que trabalho, mas, sobretudo, o trabalho não está intrínseca e extrínsecamente ligado à vivência pessoal?
Trabalhamos para nos sustentar e nos sustentamos para trabalhar...
Trocadilho pobre...
Quero dizer, sem diminuir nem banalizar o termo 'sustentabilidade', que estamos passando pelo mundo e não ficaremos nele, portanto devemos cuidar dele para os que vem atrás de nós. Não só do ponto de vista físico/biológico, e sim do histórico/cultural, Psicológico, etc.
O sincretismo em que vivemos precisa ser preservado e não acredito que vivamos sem nos humanizar, portanto tenho pensado no quanto estamos nos desumanizando ultimamente.
Agora Deu branco...
Vamos esperar o inconsciente aguentar discutir essa questão!
Eu voltou, espero que seja mais breve do que da última vez...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Envelhecimento

Inicio aqui uma série de textos que me propus a fazer com a intenção de clarificar um assunto que tem me proporcionado importantes embates internos acerca do envelhecimento. Isso porque estudo o assunto, do ponto de vista das representações sociais e, sendo uma observadora, em suspenso, da situação de envelhecer e, crítica loquaz dos termos pré-concebidos, tenho tentado por mim mesma entender essas representações e quais os mecanismos são influenciadores e/ou mantenedores dessas representações.
É importante deixar claro que Não estou escrevendo num blog apenas para disseminar meus pensamentos, mas para dividir minhas dúvidas e multiplicar as respostas que porventura venham a ser deixadas nele.
Outro aspecto de igual importância é o fato de que não escrevo para ninguém, especificamente, apenas para mim mesma e não tenho nenhuma pretensão de catequizar ninguém. Assim como não tenho a pretensão de estar certa. Estou filosofando e como a filosofia permite a procura de perguntas para as repostas que já temos (Savater disse algo assim em suas "Perguntas da Vida") não me surpreenderei se não as encontrar... elas podem ainda estar no mundo das idéias e podem, ainda, não ter chegado.
Esse primeiro texto é um discorrer de algo que vai na minha mente: Algumas instituições chamam os idosos de "Grupo da Melhor Idade" e eu sempre me pergunto: "Melhor idade para quem? Se eu fosse idoso e não pudesse sair de casa sozinho, não pudesse andar, ou se não enchergasse ou não escutasse seria uma péssima idade".
Isto posto penso em como a mídia influencia essa visão que mais parece feita para adolescentes (que diga-se de passagem não é a melhor idade de jeito nenhum, a não ser para os que já passaram por ela e esqueceram os sofrimentos embutidos nessa 'iluminada' fase da existência) pois os Jovens idosos (aproximadamente até 75 anos) até conseguem viver essa tal 'Melhor Idade' mas a medida que vão envelhecendo (e tomando mais remédios, e perdendo cada vez mais sua capacidade de atuação social) vão saindo desse grupo cuja representação social é adorada pela mídia e entram na que é esquecida pela mídia, mas que lota hospitais, que pedem nas ruas ou que se isolam (ou são isolados) em 'quartinhos dos fundos' das casas de seus filhos.
QUEM É ESSE GRUPO?
Essa é aprimeira pergunta em que vou pensar para poder responder aqui mesmo. Contudo, quero considerar outro assunto, que deu origem a essa postagem, e que segue abaixo.

VIDA LONGA

A busca pela longevidade tem motivado inúmeros estudos e muito trabalho em todas as áreas, mas... para que será que queremos uma vida longa?

Muitas vezes tenho a sensação de que estes estudos e esta perspectiva de 'melhoria da qualidade de vida' é apenas um engodo que mascara a velhice como sendo um momento em que o indíviduo atingirá a plenitude e se transformará em algo tal qual um 'intocável', alguém que pode Fazer o que quiser ,ironicamente, desde que seja o esperado de acordo com a representação social corrente: Ir a beiles, ser empregado dos filhos cuidando dos netos, etc. Ser quem ele quiser (desde que seja dentro de um grupo da terceira idade ligado a uma ONG ou igreja) e Ter o que quiser (desde que seja para os netos e qe venha comprado por um cartão de crédito ou debitado da aposentadoria).
Penso que ser velho é muito, mas muito mesmo, mais do que isso e por essa razão me assusto com a idéia de que se invista na melhoria da qualidade de vida sem antes se fazer um debate filosófico acerca dos motivos que fazem alguém querer ser velho eternamente. Sim, porque a ciência tem criado cada vez mais mecanismos de prolongamento da Vida mas ela, por si só, não nos diz o que fazer com essa vida longa. Sugiro a leitura de Simone de Beauvoir "Todos os Homens são Mortais" e também "A velhice", creio que a partir desse material é possível pensar de forma mais criteriosa (e crítica) a questão do envelhecimento.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O que temos feito para combater a corrupção?

Muitas pessoas afirmam a si mesmas: A corrupção existe e não tenho nada a ver com isso!
Será?
Os pequenos atos do dia-a-dia denunciam se isso é verdade ou não:
_ Você corta a fila quando vê que um amigo seu está lá na frente?
_ Quando vai submeter-se a alguma órgão público, pede a um amigo que trabalha lá para 'facilitar' as coisas para você?
_ Você compra produtos sem nota fiscal?
_ Você compra produtos piratas? ou de origem duvidosa (roubo?)?
_ Você respeita a faixa de pedestres?
_ Você devolve o troco quando ele vem arrado (a mais)?

Pense bem!!!

Só é possível dormir tranquilo quando se tem a consciência tranquila de que se fez tudo correto dentro da ética, sobretudo a ética moral, que tem a ver com o que a sociedade espera de você, mas tem muito mais a ver com aquilo que você acredita ser o certo.

Ah! Você não sabe mais o que é o certo devido a desvirtuação do Bem!

Simples, quer saber como descobrir o que é o certo?

Basta pensar: Você gostaria que fizessem com você o que você está fazendo para com as outras pessoas, grupos, instituições etc?
Por exemplo:
_ Quando você está na fila, certamente não gosta que lhe cortem a fila não é?
_ Quando pede que um amigo 'Facilite' sua admissão em qualquer instituição (hospital, posto, escola, prefeitura, etc) ele estará agindo errado já que existe uma ordem e toda uma sequência de atendimento, em que você estará dificultando o atendimento de outras pessoas que estão esperando, a muito mais tempo que você, porém estão agindondo corretamente.
_ Quando você compra um produto de origem duvidosa ou roubado, está AUTORIZANDO o ladrão a roubar-lhe assim que sair da loja. Neste caso, você mesmo foi cúmplice do bandido, já que lhe deu dinheiro para isso. Ou ainda, Você gostaria de perder o emprego porque os produtos originais que sua empresa fabrica ou vende não têm saído por causa do alto nº de produtos piratas sendo vendidos diariamente?
_ Você gostaria de ser atropelado atravessando a rua? ou ter que pagar por um troco passado errado que não lhe devolveram?

Eu gostaria de propor-lhes que pensem no que vocês têm feito para combater essa corrupção que existe, Sim, e que está entranhada na nossa sociedade. Tão misturada em nossa cultura que há pessoas que acham que é normal, por exemplo, levar vantagen em tudo a qualquer custo.
Devemos promover a igualdade de direitos, mas, sobretudo, de deveres.
Devemos promover o amor, o respeito, o humanismo, porque, somente, assim poderemos esperar algo melhor de nossos semelhantes, de nossa cidade, de nosso mundo.
Uma sociedade democrática dá-nos liberdade para falarmos o que achamos correto e cobrarmos àqueles que não promovem ações justas. Devemos aproveitar esse benefício em favor de nosso crescimento, físico e mental, para que possamos chegar à velhice e podermos dizer, com toda a certeza: Eu fiz o melhor possível, semei o Bem, por isso colhi todos os Bons frutos!

Quais os ganhos que temos com isso?

Bom, isso vai depender de que lado você está. Sim, porque isso diz muito a respeito de como você é, vê a vida e o que dela lhe pertence.
Se escolheu o lado da corrupção, favorecimento pessoal, enfim do lado do MAL, você ganhará:
Insegurança e desconfiança cada vez mais, Baixa auto-estima, perdas financeiras, perdas emocionais (morte de entes queridos?), etc.
Mas se você escolheu estar do Lado do BEM, ganhará, primeiramente, a Consciência tranquila, e depois, todo o Bem que você faz Volta para você e, se não voltar por causa dos que escolheram o caminho do mal, não se preocupe o BEM sempre vence!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mudar o mundo depende das mudanças que fazemos em nós mesmos!

Gabriel, o Pensador - Até Quando?

Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

(Refrão)

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

(Repete refrão)

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

(Refrão x2)

A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

(Refrão x2)

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda.
Não, não

(Refrão x2)

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

(Refrão)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal

Conheça as 10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal:
1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;
2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;
3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;
4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;
5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;
6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;
7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;
8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;
9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;
10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.
Psicólogo: O Congresso Nacional volta a debater a questão da Redução da Maioridade Penal.
Para enviar seu manifesto contra a redução da maioridade penal ao congresso nacional acesse o link: http://www.pol.org.br/noticias/materia.cfm?id=821&materia=1225

Para que serve a Psicologia?